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Pato-real
Anas platyrhynchos
A sua cabeça verde e anel branco no pescoço (no caso dos machos), assim como a sua semelhança com
algumas “formas” domésticas, torna-a na espécie mais facilmente identificável entre todas as espécies de
patos.
Abundância e calendário
Em Portugal o pato-real é sobretudo uma espécie residente,
nidificando, entre Março e Julho, de norte a sul do país, sendo
porém mais abundante nas principais bacias hidrográficas
portuguesas e nas barragens e açudes a sul do rio Tejo. Ocupa
praticamente todo o tipo de habitats aquáticos, desde lagoas
costeiras, barragens, açudes e valas de rega até ribeiras, rios,
pauis, arrozais, ETAR’s, parques urbanos, etc., preferindo
essencialmente zonas de águas pouco profundas.
Onde observar

Potencialmente, em quase todas as zonas húmidas de Portugal. No entanto, pela abundância da espécie ou pela facilidade de
acesso/observação, merecem destaque as seguintes:

Entre Douro e Minhoas lagoas de Bertiandos, a veiga de São Simão e o estuário do Douro;

Trás-os-Montesa barragem do rio Salas em Tourém (serra do Gerês) e a Veiga de Chaves;

Litoral centroa barrinha de Esmoriz; a Ria de Aveiro; Salreu; a pateira das Dunas de São Jacinto; a pateira de
Fermentelos; os pauis do Baixo Mondego (por exemplo o paul da Madriz); o paul de Tornada; e as lagoas de Quiaios.

Beira interioras albufeiras de Santa Maria de Aguiar, da Marateca, da Toulica e de Vilar.

Lisboa e Vale do Tejoo paul do Boquilobo, o estuário do Tejo (um pouco por toda a reserva, mas especialmente nas
salinas de Alverca e de Vasa-sacos, nos arrozais da Ponta da Erva e nas Marinhas da Saragoça), o paul da Barroca e a
lagoa de Albufeira.

Alentejoo estuário do Sado (Zambujal, açudes da Sachola e Bem-Pais na Herdade do Pinheiro, arrozais de Monte
Novo, Montevil e Carrasqueira); inúmeras barragens e açudes: albufeiras dos Fartos, Caldeira, Poço da Rua, Vale d’Arca,
Monte Novo da Horta e Apariça; a lagoa dos Patos; as albufeiras do Caia, do Alqueva, de Odivelas e do Roxo; a lagoa de
Santo André; a lagoa de Melides.

Algarveo sapal de Castro Marim; o Ludo; a Quinta do Lago; a foz do Almargem; o caniçal de Vilamoura; a lagoa dos
Salgados; a ria de Alvor; as salinas de Odiáxere; o paul de Lagos; e a Boca do Rio.
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Identificação  
Os machos adultos têm a cabeça "verde-garrafa" e um anel branco
no pescoço. O dorso e o ventre são acinzentados e o peito é
castanho escuro. O espelho alar é azul e o bico é amarelo. As
fêmeas tem um padrão de plumagem, em tons de castanho, sendo
semelhante a outras espécies de patos de superfície. Porém,
algumas características como o tamanho, espelho alar, ou cor do
bico, podem ajudar a distinguir esta espécie das outras com
alguma segurança. Os juvenis e os adultos em eclipse
apresentam algumas semelhanças com as fêmeas. São ainda
facilmente identificáveis, tanto em voo como pousados, devido às
suas vocalizações, uns muito típicos quá-quá-quá ou
quak-quak-quak.
.
Clique na seta para ouvir as vocalizações do pato-real!