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Petinha-ribeirinha
Anthus spinoletta
Esta é a petinha mais estreitamente ligada aos meios aquáticos, mas apesar de ser
comum em arrozais, valas, campos alagados e zonas ribeirinhas pode ser bastante
difícil de observar, pois raramente pousa em locais visíveis.
Identificação
Esta espécie apresenta duas plumagens distintas: uma no Inverno e outra na
Primavera-Verão. Em Portugal observa-se sobretudo a primeira. Assemelha-se às
restantes petinhas, possuindo também patas compridas, pintas no peito e
tonalidade mais clara nas partes inferiores que nas partes superiores, assim como
bico fino e pontiagudo. Quando em plumagem de Inverno, distingue-se pela
tonalidade mais escura das patas, pela ausência de marcas fortes no dorso, pela
lista supraciliar esbranquiçada e pela distintiva mancha escura nos lados do
pescoço, isto na plumagem de Inverno. Em plumagem nupcial, a sua identificação
torna-se mais fácil pelo contraste que exibe entre o cinzento da cabeça e tom
rosado da garganta e do peito.

Abundância e calendário
A petinha-ribeirinha pode ser localmente comum, sobretudo, mas não
exclusivamente, junto a zonas encharcadas. Existe um pequeno núcleo reprodutor
no norte do País, mas a sua ocorrência é sobretudo invernal, pelo que a melhor
época de observação decorre de Novembro a Fevereiro, mas muitas aves ficam até
Março, podendo então ser vistas já em plumagem nupcial. Os melhores locais de
observação e onde ocorrem maiores concentrações, são as imediações dos grandes
estuários, sobretudo em campos alagados, e nas zonas de várzea agricultadas das
terras baixas. Ocorre igualmente em zonas montanhosas, ocorrendo então longe
de água.
Onde observar

Durante o Outono e o Inverno, pode ser vista de norte a sul do país, ao passo
que na Primavera se observa unicamente no extremo norte do país.

Entre Douro e Minhorara na região, já foi observada na Primavera na
serra da Peneda.

Trás-os-Monteso único núcleo reprodutor conhecido encontra-se na
serra de Montesinho, sendo este o único local do país onde a espécie
pode ser observada durante a Primavera; também se conhecem registos
na zona noutras épocas do ano.

Litoral centro –  observa-se nos arrozais de Salreu, na lagoa de Óbidos
e, possivelmente, noutras zonas húmidas costeiras.

Beira interior nos meses de Outono pode ser vista com relativa
facilidade nos estratos superiores da serra da Estrela, antes da chegada
das primeiras neves.

Lisboa e Vale do Tejoé especialmente comum nos arrozais da
Giganta (Ponta da Erva); outros locais de ocorrência incluem as salinas de
Alverca, a foz do Sizandro, a zona de Cheleiros, a várzea de Loures, a
lagoa de Albufeira e o paul da Barroca.

Alentejo os arrozais do estuário do Sado e da lagoa dos Patos, a lagoa
de Santo André e a barragem da Póvoa são alguns dos locais de
observação da petinha-ribeirinha nesta região.

Algarve pode ser observada com regularidade na reserva de Castro
Marim, na lagoa dos Salgados, na ria de Alvor e nas salinas de Odiáxere.
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Identificação
de petinhas


As petinhas são um
grupo de difícil
identificação, uma
vez que as diversas
espécies são
bastante parecidas
entre si.

Nesta apresentação
indicamos alguns dos
critérios mais
importantes para a
identificação de cada
espécie.
Estatuto de conservação em Portugal:

Em perigo (pop. residente)
Pouco preocupante (invernada)