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Garça-vermelha
Ardea purpurea
Majestosa, a garça-vermelha, também conhecida por garça-imperial, é uma das
mais interessantes espécies da família das Garças que ocorre em Portugal.
Actualmente a sua população encontra-se em declínio e por isso tem estatuto de
conservação "em perigo". No entanto, e apesar de ser uma espécie tímida, ainda  
é possível observá-la com alguma facilidade em zonas húmidas como o estuário
do Tejo, os pauis do Mondego e a ria de Aveiro.
Identificação
De tamanho ligeiramente menor que uma garça-real, a garça-vermelha identifica-se
com alguma facilidade pela plumagem de tons gerais cinzento variando de mais
escuros até rosados e pela característica mancha de tons púrpura que possui
debaixo da asa e que se vê bem em voo. Durante o voo recolhe o pescoço, o que é
uma característica desta família. Distingue-se da
garça-real pelo seu bico amarelo
mais comprido (tipo baioneta) e pela posição mais angular do pescoço quando em
voo. Muitas vezes permanece imóvel na vegetação alta, passando despercebida.
Emite um grito característico em voo, monossilábico tipo "kreek", e várias
vocalizações semelhantes quando está nas imediações do ninho que denunciam a
sua presença.

Abundância e calendário
Localmente abundante em algumas regiões como o Estuário do Tejo e a Ria de
Aveiro. Apenas ocorre em Portugal durante a época estival, começando a ser
avistada em inícios de Março e ficando por cá até finais de Julho no caso dos adultos
ou Setembro nos juvenis. Num passado recente era no estuário do Tejo que se
concentrava a maioria do efectivo nidificante da espécie. Este cenário tem vindo a
mudar e os núcleos principais de nidificação têm vindo a deslocar-se para norte.
Assim, actualmente é na zona Centro e em particular na Ria de Aveiro que se
localiza grande parte das colónias reprodutoras. Pode ser observada essencialmente
em zonas húmidas costeiras, embora recentemente se tenha estabelecido em
algumas albufeiras de interior, nomeadamente na do Alqueva.
Onde observar

É uma espécie que não é muito fácil de observar pois é discreta e muito tímida,
embora se procurada nos locais adequados se observe com relativa facilidade.
Assim, pode ver-se em muitas zonas húmidas costeiras e em algumas
albufeiras e açudes de interior.

Entre Douro e Minhopouco comum na região podendo ocorrer no
estuário do Minho (e no vizinho caniçal do Coura) e no estuário do Lima.
Existem registos em Areias de Vilar numa antiga pedreira.

Litoral centro é uma das melhores zonas para observar a espécie.
Pode observar-se em quase toda a ria de Aveiro, destacando-se os
caniçais e arrozais de Salreu em Estarreja, a pateira de Fermentelos em
Águeda, a Ilha do Garcia em Ovar e a pateira de Frossos em Albergaria-a-
Velha, entre outros. Pode também ser vista no paul do Taipal, no paul da
Madriz, no paul de Arzila, no paul de Tornada e na lagoa de Óbidos.

Lisboa e vale do Tejoé outra das boas zonas para observar a
espécie, em particular no estuário do Tejo (a espécie frequenta a Ponta da
Erva e as salinas de Alverca) e no paul do Boquilobo. Também se observa
na lagoa de Albufeira e na várzea de Loures.

Alentejopode ser vista no estuário do Sado, nas lagoas de Melides, de
Santo André e da Sancha e na ribeira de Moinhos; também se observa na
albufeira do Alqueva, para além de outros pequenos açudes de interior e
lagoas e charcos costeiros.

Algarvepouco comum, ocorre sobretudo durante as passagens
migratórias, mas poderá nidificar localmente; é vista com mais frequência
nos locais com abundante vegetação emergente, como a lagoa dos
Salgados, a lagoa das Dunas Douradas, a lagoa do Garrão, a foz do
Almargem, o caniçal de Vilamoura ou o paul da Lontreira.
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Estatuto de conservação em Portugal:

Em perigo