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Zarro-comum
Aythya ferina
A cabeça-vermelha e o dorso cinzento são a imagem de marca deste
pato-mergulhador que é cada vez mais escasso em Portugal.
Identificação
Os patos mergulhadores detectam-se facilmente pelo seu comportamento:
mergulham completamente em busca de alimento, contrariamente aos chamados
patos de superfície (género
Anas) que apenas submergem parte do corpo. O macho
de zarro-comum é fácil de identificar: cabeça vermelha, contrastando com o resto
da plumagem cinzenta. O bico é acinzentado.

Abundância e calendário
Há apenas vinte anos este zarro era relativamente comum e fácil de encontrar, mas
desde então tem vindo a tornar-se progressivamente mais escasso, podendo hoje
ser considerado globalmente raro a nível nacional. Existem pequenos núcleos
reprodutores no Algarve e em certas zonas do Alentejo, mas na maior parte do
território esta espécie surge principalmente como invernante. A sua abundância é
variável; a maioria das observações envolve pequenos bandos, mas no Inverno
ainda são vistos, por vezes, bandos com algumas centenas de aves.
Onde observar

Actualmente este zarro apenas pode ser visto com regularidade em meia dúzia
de locais.

Lisboa e Vale do Tejoo paul do Boquilobo é talvez o único local da
região onde a espécie é avistada com regularidade.

Alentejoobserva-se geralmente em barragens ou açudes; as regiões
de Mértola, Évora, Moura e São Cristóvão e ainda a lagoa de Santo André
são algumas das zonas onde a espécie tem sido vista com mais
frequência, embora existam muitas observações dispersas no resto da
região.

Algarvea Quinta do Lago, a lagoa das Dunas Douradas e a lagoa dos
Salgados, onde houve casos recentes de nidificação, são os melhores
locais do Algarve para observar este zarro, que também aparece na lagoa
de Aldeia Nova, na foz do Almargem e em Vilamoura.
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Estatuto de conservação em Portugal:

Em perigo (população residente)
Vulnerável (invernada)