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Cagarra
Calonectris borealis
Esta é das espécies mais facilmente distinguíveis a partir de terra, com a postura
das asas arqueadas, o bico amarelo e o tipo de voo característico, com arcos
pronunciados sobre o mar.
Identificação
Uma das aves mais emblemáticas das nossas costas, sobretudo por ser a pardela
mais comum durante uma parte do ano. Distingue-se facilmente das restantes aves
marinhas pelo bico amarelo, pelas asas brancas bordeadas a castanho nas partes
inferiores e pelo tipo de voo muito característico: as cagarras voam normalmente
produzindo um arco entre as pontas das asas, diferenciando-se das restantes
pardelas, como a
pardela-balear, que voam com as pontas das asas alinhadas,
como se tratasse de uma «tábua». Além de ser a maior pardela do Atlântico, é a
única que pode ser observada a voar alto, podendo inclusive ser vista a elevar-se
planando em correntes térmicas, tal como pode fazer um
grifo.

Abundância e calendário
A cagarra é comum ao longo da nossa costa, especialmente durante os picos de
passagem entre final de Agosto e Novembro, e durante os meses de Fevereiro e
Março, aproximando-se com relativa frequência de terra. Está ausente durante o
Inverno.
Onde observar

Trata-se de uma espécie que é observada frequentemente ao longo da costa portuguesa,
especialmente quando forma grupos
poisados na água, as chamadas «jangadas».

  • Entre Douro e Minho – nesta região, ocorre ao longo de toda a costa, sendo mais comum
    ao largo dos estuários do Lima e do Cávado. No entanto, aparentemente não frequenta as
    zonas mais próximas da linha costeira como o faz noutras zonas mais a sul, pelo que a
    observação não será tão facilitada como em alguns promontórios descritos à frente.

  • Litoral centro – junto às Berlengas e ao cabo Carvoeiro ocorrem frequentemente grupos
    numerosos. Naquela ilha nidifica a única população da costa continental portuguesa. Assim,
    outra alternativa prende-se com a travessia Peniche- Berlenga, onde deverá ser fácil o
    avistamento desta espécie na época adequada.

  • Lisboa e Vale do Tejo – o cabo Espichel e o cabo Raso constituem os melhores locais de
    observação desta ave marinha, até porque é comum aproximarem-se da linha de costa,
    permitindo bons avistamentos. A cagarra também ocorre frequentemente ao largo da praia
    do Guincho e do cabo da Roca.

  • Alentejo – o cabo de Sines e o cabo Sardão podem proporcionar boas observações desta
    espécie. No entanto, ela é pouco comum ao largo desta costa.

  • Algarve – durante as passagens, esta espécie ocorre um pouco por toda a costa oeste e
    sul desta região. Porém, os locais onde a observação desta espécie é mais proveitosa são o
    cabo de São Vicente e a Ponta da Piedade.
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Clique na seta para ouvir as vocalizações da cagarra!
Estatuto de conservação em Portugal:

Vulnerável (Continente)
Pouco preocupante (Açores)
Pouco preocupante (Madeira)