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Pilrito-escuro
Calidris maritima
Identificação
O pilrito-escuro é uma ave relativamente grande dentro do género Calidris, sendo quase do tamanho de
uma
seixoeira, mas é pouco vistoso, devido aos tons escuros da sua plumagem. À primeira vista a sua
identificação pode não parecer simples; no entanto, a combinação da plumagem escura com as patas
amarelas e a base do bico, que também é amarela, distinguem este pilrito de todas as outras pequenas
limícolas.

Abundância e calendário
O pilrito-escuro é bastante escasso em Portugal e muitas vezes é visto isoladamente, embora possa formar
pequenos bandos, os quais raramente reúnem mais de cinco ou seis indivíduos. Frequenta apenas praias
com rochas expostas, nas quais se alimenta, muitas vezes na companhia de
rolas-do-mar. Por vezes
também pode ser visto em portos de abrigo, principalmente nos quebra-mares.
Ocorre no nosso país apenas como invernante e pode ser observado sobretudo de Novembro a Março
(mais raramente de Outubro a Abril).
Este pilrito oriundo do norte da Europa tem em Portugal o limite meridional da sua área de distribuição.
Apesar da sua relativa raridade e da sua baixa conspicuidade, é surpreendentemente regular nos seus
principais locais de invernada e deixa-se observar relativamente bem enquanto procura alimento entre as
rochas.
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Onde observar

Decididamente, a melhor forma de ver o pilrito-escuro é ir até à zona de Oeiras, já que no resto do
país parece ser muito escasso. É possível que a espécie ocorra regularmente noutros locais,
mas a sua raridade, os seus hábitos discretos e a sua plumagem pouco vistosa fazem com que
não seja muito fácil de encontrar.

Litoral centro ocorre regularmente em Peniche; conhecem-se também observações
isoladas na barra de Aveiro e na foz da lagoa de Óbidos, mas não se sabe se a espécie é
regular nesses locais.

Lisboa e vale do Tejo o melhor local do país para procurar esta espécie é, sem dúvida, a
costa do Estoril, onde a presença do pilrito-escuro se pode considerar regular e, por
vezes, se observam pequenos bandos, especialmente na zona de Oeiras. Também já foi
observado com regularidade na zona da Ericeira e no cabo Raso.

Alentejo o único local da região onde já tem sido registada a sua presença é a praia de
Vila Nova de Milfontes (junto ao estuário do Mira).

Algarve muito escasso nesta região e com uma distribuição muito localizada; tem sido
observado com alguma regularidade no porto de Sagres e na foz do Arade.