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Pilrito-pequeno
Calidris minuta
Identificação
Como o nome indica, é um pilrito bastante pequeno, com cerca de 2/3 da dimensão
do pilrito-das-praias, tendo ainda as patas curtas e escuras, apresentando um bico
fino e comprido. A plumagem é semelhante à do
pilrito de Temminck. Da garganta
ao abdómen a cor é branca. Na plumagem de Inverno, o dorso e asas são
acinzentados, enquanto que na Primavera e Verão, estas partes são
castanho-arruivado com algumas penas escuras, dando um aspecto mais malhado.
Abundância e calendário
Existem também efectivos invernantes, mas durante este período é claramente
menos abundante que nas épocas de passagem e ocorre quase unicamente no
Algarve e no estuário do Sado. Assim a época mais aconselhada para a observação
desta pequena limícola gira em torno dos meses de Setembro e Outubro, e no
período de Inverno nas regiões mencionadas. Concentra-se sobretudo nas grandes
zonas estuarinas e nos sistemas lagunares junto ao litoral, sendo bastante raro no
interior do território. Associa-se frequentemente a outras espécies de pilritos.
Onde observar

Ocorre um pouco por todas as zonas húmidas junto ao litoral, desde as
grandes zonas estuarinas até pequenas rias e estuários mais pequenos.

Entre Douro e Minho – existem registos de observações nos estuários
do Minho, Lima e Cávado, embora em baixos números.

Litoral centro – comum na ria de Aveiro, nomeadamente nas salinas
junto à cidade de Aveiro, mas também ao longo das áreas lodosas
características desta zona. Pode também ser visto na lagoa de Óbidos e
no estuário do Mondego.

Lisboa e Vale do Tejoapresenta-se como uma espécie comum no
estuário do Tejo, ocorrendo por vezes em números elevados em zonas
como a foz da ribeira das Enguias e o sítio das Hortas.

Alentejo o estuário do Sado é o melhor local de observação deste
pilrito. Para além deste local, ocorre também no estuário do Mira e na
lagoa de Santo André, mas em muito menor número.

Algarve facilmente observável em locais como o Ludo, as salinas de
Tavira e Santa Luzia, a reserva de Castro Marim e a ria de Alvor. Também
ocorre no estuário do Arade. Nesta região é frequente a presença de
exemplares invernantes, nomeadamente no sotavento.
Uma das mais pequenas limícolas de ocorrência regular em Portugal, que tem como
imagem de marca a sua frenética busca de pequenos invertebrados nas margens
dos sapais, lagoas e salinas.
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Estatuto de conservação em Portugal:

Pouco preocupante