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Gaivina-dos-pauis
ou Gaivina-de-faces-brancas
Chlidonias hybridus
O súbito aparecimento de um bando de gaivinas-dos-pauis numa zona húmida transforma completamente
a paisagem, com dezenas ou centenas de aves voando baixo sobre as águas, em busca de alimento. Mas
esta ocorrência pouco habitual e algo imprevisível tende a desaparecer tão subitamente como surgiu.
Identificação
Um pouco maior que a gaivina-preta, a gaivina-dos-pauis identifica-se sobretudo pelo barrete preto e pelo
ventre escuro, contrastando com as faces esbranquiçadas. O bico é vermelho. Voa geralmente baixo, a
poucos metros da superfície da água.

Abundância e calendário
Em Portugal, a gaivina-dos-pauis é uma das espécies nidificantes cujo aparecimento é mais imprevisível.
Em certos anos, a espécie aparece em números consideráveis e nidifica em diversos locais, enquanto que
noutros está quase totalmente ausente e não deverá nidificar de todo. Estas flutuações populacionais ainda
hoje estão por explicar, embora tenham sido notados influxos importantes destas gaivinas após Invernos
muito secos, como aconteceu em 1993, 1994 e 1995, tendo então sido registada a sua nidificação em
diversas regiões do país.
Esta espécie é estival, podendo ser observada sobretudo de Abril a Setembro.
Onde observar

À excepção da Ponta da Erva, onde nos últimos anos tem sido vista com regularidade, a gaivina-
de-faces-brancas é uma espécie rara e de ocorrência relativamente irregular.

Litoral centro a ria de Aveiro é o local da região onde esta espécie pode ser vista com
mais frequência, por exemplo na zona de Salreu.

Lisboa e vale do Tejo as lezírias da Ponta da Erva (estuário do Tejo) são, actualmente, o
melhor local para procurar esta espécie em Portugal, especialmente durante os meses
de Junho e Julho, meses em que, por vezes, podem ser observadas centenas de aves
nos arrozais. Nos anos em que nidifica no país, observa-se por vezes ser observada no
paul do Boquilobo e no paul de Manique.

Alentejo esporadicamente observa-se no estuário do Sado, durante as épocas de
migração e, mais raramente, em certos açudes da região de Évora.

Algarve existem observações na ria Formosa, durante as migrações, mas a espécie é
globalmente rara na região.
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