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Cuco-rabilongo
Clamator glandarius
Identificação
O cuco-rabilongo é relativamente grande. Distingue-se sobretudo
pelo contraste entre o castanho das partes superiores e o beige do
peito; pela cauda muito longa; pela pequena poupa; e,
naturalmente, pelas vocalizações dos adultos, uma sequencia de
"tchak-tchak-tchak-tchak", muito diferente do tradicional "
cu-cu" do
cuco-canoro.
Os juvenis caracterizam-se ainda pelas manchas arruivadas nas
asas.
Abundância e calendário
Este cuco ocorre de norte a sul do país mas é em geral uma
espécie pouco abundante. De uma forma geral, é mais frequente
na metade interior do território e mais comum no sul que no norte.
É uma espécie estival, com um calendário de migração bastante
precoce: os primeiros indivíduos chegam em Janeiro ou Fevereiro
e a maioria deverá chegar durante o mês de Março. Os juvenis
voadores são vistos sobretudo em Junho, após o que o
cuco-rabilongo abandona o nosso território.
Sabe quando chegam
os primeiros cucos-rabilongos?
Veja as datas
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Onde observar

Os melhores locais para observar o cuco-rabilongo situam-se na metade interior do país, com destaque para o Alentejo. A norte
do Tejo, este cuco é claramente menos comum.
Note-se que, devido à sua baixa abundância e discrição, o cuco-rabilongo nem sempre é fácil de encontrar. Esta espécie
detecta-se sobretudo no início da Primavera (Março-Abril a sul do Tejo, Abril-Maio mais para norte), pois é neste periodo que os
adultos emitem as suas vocalizações, tornando-se por isso mais conspícuos. Durante o mês de Junho, quando os jovens
cucos começam a voar, a espécie tem um segundo período de detectatibilidade. Fora destes períodos, o
cuco-rabilongo tem um comportamento secretivo e as aves podem ser muito dificeis de detectar.

Trás-os-Montes pode ser encontrado com alguma regularidade em Miranda do Douro.

Litoral Centro - observa-se na zona de Estarreja, onde nidifica localmente e é pouco comum.

Beira interior a zona raiana junto a Vilar Formoso, a região de Celorico da Beira e o Tejo Internacional são os
melhores locais para ver este cuco, que também ocorre junto às albufeiras da Toulica e da Marateca.

Alentejoé claramente mais abundante na metade interior da região; alguns dos locais onde surge com mais
frequência são: a zona de Nisa, a albufeira da Póvoa, a região de Mourão e as planícies de Évora e Castro Verde. Na
metade litoral é mais escasso, mas por vezes aparece junto à lagoa de Melides ou na albufeira do Monte da Rocha.

Algarve pouco comum, aparece principalmente durante as passagens migratórias; no sapal de Castro Marim
provavelmente nidifica.
Para além do conhecido cuco-canoro, ocorre em Portugal um outro cuco, menos comum que o anterior mas
nem por isso menos espectacular: trata-se do cuco-rabilongo, uma espécie parasita, que põe os seus ovos
em ninhos de corvídeos, principalmente de
pega-rabuda, mas também de pega-azul, gaio e gralha-preta.
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