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Andorinha-dos-beirais
Delichon urbicum
Uma das mais emblemáticas aves da nossa fauna, carregada de simbolismo
relacionado com a sua chegada, que costuma ser entendida como um anúncio da
Primavera. As entradas e saídas dos ninhos são uma constante nas localidades
portuguesas.
Identificação
Conhecida de todos, a andorinha-dos-beirais é uma presença bastante frequente
nos binóculos dos observadores no nosso território. A sua cauda ligeiramente
bifurcada, as partes superiores escuras contrastantes com o uropígio branco e
largo, e as partes inferiores brancas, aliadas ao bico fino e bastante  curto, tornam
esta silhueta de fácil identificação, permitindo a separação da
andorinha-das-barreiras, à qual se assemelha nas dimensões.

Abundância e calendário
A andorinha-dos-beirais é bastante abundante e bem distribuída de norte a sul.
Associada à Primavera e ao Verão, a maioria das aves chega ao nosso território já a
partir de Fevereiro. A debandada dá-se até ao final do Verão e em Outubro já
restam poucas aves em Portugal. Alguns exemplares invernam entre nós,
sobretudo na metade do sul e junto a zonas húmidas perto do litoral. Fácil de
detectar nas localidades, e junto a linhas de água ou albufeiras, pode concentrar-se
em bandos de grande dimensão, sobretudo no final do Verão antes de iniciar a
migração.
Fatbirder's Top 1000 Birding Websites
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Clique na seta para ouvir as vocalizações da andorinha-dos-beirais!
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Identificação
de
andorinhas

São cinco as
espécies de
andorinhas que
podem ser vistas
em Portugal.

Para ficar a conhecer
melhor as várias
espécies, clique na
seta ao lado e veja a
nossa apresentação!
..
Estatuto de conservação em Portugal:

Pouco preocupante
Onde observar

Bem distribuída de norte a sul, é mais abundante nas localidades de pequena e
média dimensão. Os locais seleccionados referem-se à existência de colónias
importantes desta espécie.

Entre Douro e Minho – alguns locais de observação são, por exemplo, o
estuário do Cávado e o estuário do Minho, sobretudo durante o Verão.

Trás-os-Montes – a sua detecção é fácil em quase todas as localidades,
nomeadamente em Miranda do Douro e na serra de Montesinho, sendo
comum nas localidades de média/pequena dimensão.

Litoral Centro – damos como exemplo de locais de distribuição a ria de
Aveiro e o Baixo Mondego, podendo ser observada em quase todas as
localidades desta região, nomeadamente em Montemor-o-Velho, Coimbra
e Aveiro.

Beira Interior – tal como nas restantes regiões, a sua detecção é fácil
por exemplo no Tejo Internacional, (existindo uma colónia no
Rosmaninhal), em Segura, Barca d’Alva, Monfortinho, no Planalto de
Ribacoa e nas Portas de Ródão. Esta espécie nidifica também a grande
altitude nas Penhas da Saúde (c. 1500m), na serra da Estrela.

Lisboa e Vale do Tejo – fácil de observar ao longo do vale do Tejo,
sendo bastante abundante nas localidades aqui situadas, como exemplo
de locais onde é fácil observar refiram-se o paul do Boquilobo, o estuário
do Tejo e a Lagoa de Albufeira, assim como no Porto Alto, Azambuja,
Chamusca e Santarém, entre muitas outras localidades. Mais a sul, pode
ser detectada em Azeitão.

Alentejo – fácil de localizar em muitas localidades, nomeadamente nas
zonas de Évora, Arraiolos, Castro Verde, estuário do Sado e Lagoa de
Santo André, entre outros. Exemplos de colónias importantes ou onde a
espécie pode ser bem observada: Castelo de Vide, Póvoa e Meadas, Nisa,
barragem do Maranhão, barragem de Montargil e Mértola.

Algarve – distribuída sobretudo pelo sotavento, pode ser facilmente
encontrada junto a localidades especialmente junto ao litoral, como é o
caso de Tavira, Castro Marim, Olhão e Faro. Para além destas localidades,
a andorinha-dos-beirais ocorre no sapal de Castro Marim, na Ria Formosa,
na lagoa dos Salgados e na Serra do Caldeirão.