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Trigueirão
Emberiza calandra
A partir de Março, o inconfundível canto do trigueirão enche o Alentejo. Esta pequena ave castanha é o
membro mais comum da família das escrevedeiras.
Abundância e calendário
O trigueirão é uma espécie comum em todo o território nacional,
excepto no litoral norte e centro, onde é relativamente escasso. O
Alentejo é, provavelmente, a região onde o trigueirão é mais
comum, sendo mesmo abundante, em certas zonas. A norte do
Tejo é um pouco menos numeroso, mas ainda assim pode ser
considerado comum na maior parte da Beira Baixa, nos
planaltos da Beira Alta e em grande parte de Trás-os-Montes.
É especialmente numeroso em pastagens, searas, montados
abertos e paisagens em mosaico.
Em contrapartida, está geralmente ausente de zonas
densamente arborizadas ou muito urbanizadas.
Sendo uma ave essencialmente residente, o trigueirão está
presente em Portugal durante todo o ano. No entanto, é na
Primavera que a sua abundância se torna mais visível, quando
os machos repetem o seu canto vezes sem conta.
Nos meses mais frios, os trigueirões são mais discretos e
juntam-se em bandos, que patrulham os campos em busca de
alimento.
Onde observar

O trigueirão é comum em Portugal e é fácil de encontrar nas searas de norte a sul do país.

Entre Douro e Minhoraro nesta região.

Trás-os-Montesa parte oriental da serra do Gerês, a serra da Coroa e o planalto de Miranda do Douro são alguns
locais onde é fácil ver esta espécie.

Litoral centropouco frequente nesta região, pode ser observado na serra de Aire, na serra de Sicó e junto ao paul de
Tornada.

Beira interioro trigueirão é comum no planalto de Idanha, na zona da albufeira da Toulica, na região de Vilar Formoso
a ainda junto à albufeira de Santa Maria de Aguiar. Também ocorre em Celorico da Beira e junto à albufeira da Marateca.

Lisboa e Vale do Tejona região de Lisboa, o melhor local para observar o trigueirão é o estuário do Tejo
(particularmente as lezírias da Ponta da Erva e a zona de Pancas); a espécie também ocorre nas faldas da serra de
Montejunto, no cabeço de Montachique. e nos terrenos abertos junto ao cabo Espichel.

Alentejopor toda a planície alentejana é fácil encontrar o trigueirão. Entre os melhores locais podem referir-se a
região de Castro Verde, a zona de Mértola, a região de Mourão, a zona envolvente da barragem do Caia, a zona de Elvas,
a zona de Nisa e junto à barragem da Póvoa. No entanto, dado que se trata de uma ave com uma ampla distribuição, o
trigueirão está presente em abundância em muitos outros locais da região.

Algarveobserva-se com facilidade nas terras baixas junto à costa; entre os locais onde ocorre habitualmente refiram-
se a Boca do Rio, o paul de Lagos, a ria de Alvor, as salinas de Odiáxere, a lagoa dos Salgados , o parque ambiental de
Vilamoura e ainda a reserva de Castro Marim. Também pode ser visto nos terrenos abertos junto ao cabo de São
Vicente, no planalto do Rogil e nas várzeas da Carrapateira; no interior da região é menos abundante, mas pode ser
visto em pequenos números na serra do Caldeirão.
Identificação
Totalmente castanho, o trigueirão distingue-se pelo bico grosso, pelas riscas no peito, pelas patas rosadas
e, acima de tudo pelo seu canto. Esta espécie pousa frequentemente em postes e fios telefónicos,
deixando-se por isso observar relativamente bem.
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Clique na seta para ouvir o canto do trigueirão!
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Identificação de
escrevedeiras


Em Portugal ocorrem
regularmente sete
espécies de
escrevedeiras.

Nesta apresentação
indicamos alguns dos
critérios mais
importantes para a
identificação de cada
espécie.