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Categorias de espécies da avifauna portuguesa
Muitos países europeus criaram um conjunto de categorias para
permitir distinguir as aves selvagens das que que foram
introduzidas por mão humana. As categorias são:

A – espécies observadas em estado aparentemente selvagem
pelo menos uma vez depois de 1 de Janeiro de 1950 - exemplo:
GARÇA-REAL

B – espécies observadas em estado selvagem pelo menos uma
vez entre 1 de Janeiro de 1800 e 31 de Dezembro de 1949, mas
sem registos posteriores - exemplo:
QUEBRA-OSSOS

C – espécies introduzidas e naturalizadas (têm uma origem exótica
mas contam com populações reprodutoras em estado selvagem
auto-suficientes, que se mantêm sem auxílio de novas introduções
ou de alimentação artificial). Dentro da categoria C são
reconhecidas as seguintes subcategorias:

  • C1 - espécies introduzidas e naturalizadas - são as
    espécies que ocorreram apenas como resultado de uma
    introdução; exemplo: BICO-DE-LACRE

  • C2 - espécies com populações estabelecidas resultantes
    da introdução pelo homem, mas que também ocorrem em
    um estado selvagem; exemplo: PATO-REAL

  • C3 - espécies reintroduzidas - espécies cujas populações
    foram reintroduzidas com sucesso com em zonas de
    ocorrência anterior; exemplo: CAIMÃO

  • C4 - espécies domesticadas naturalizadas - espécies
    domesticadas com populações estabelecidas em estado
    selvagenm - exemplo: POMBO-DAS-ROCHAS

  • C5 - espécies divagantes naturalizadas - espécies
    observadas apenas em resultado de movimentos de
    populaçoes introduzidas noutro país; exemplo: PATO-DE-
    RABO-ALÇADO-AMERICANO

  • C6 - antigas espécies naturalizadas - espécies
    anteriormente colocadas em C1, mas cujas populações
    naturalizadas deixaram de ser auto-suficientes ou se
    extinguiram.

D – espécies que se incluiriam nas categorias A ou B, havendo
contudo dúvidas de que alguma vez tenham ocorrido em estado
selvagem; as espécies colocadas na categoria D não fazem parte
da lista portuguesa, e não estão incluídos nos totais de espécies -
exemplo:
PELICANO-BRANCO

E – Fugas de cativeiro (incluem "aves de gaiola" que foram vistas
em liberdade mas que não se estão a reproduzir).
Espécies registadas como introduções por mão humana ou fugas
do cativeiro, e cujas populações reprodutoras (caso existam) não
deverão ser auto-sustentáveis. Espécies na categoria E, que já
nidificaram em estado selvagem em Portugal são designadas
como E *. as espécies colocadas na categoria E não fazem parte
da lista portuguesa, e não estão incluídos nos totais de espécies (a
menos que pertençam igualmente a uma das categorias A, B ou
C). - exemplo: CISNE-PRETO (
Cygnus atratus)
Adaptado de:
Fatbirder's Top 1000 Birding Websites
Bico-de-lacre (categoria C1)
Garça-real (categoria A)
Quebra-ossos (categoria B)