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Tentilhão-comum
Fringilla coelebs
Quando se procuram aves nas nossas matas e florestas, é quase impossível não
dar com o tentilhão, por ser uma das espécies mais abundantes. Esta espécie canta
logo aos primeiros alvores.
Identificação
O tentilhão-comum apresenta plumagens distintas para machos e fêmeas, sendo
nesta última menos vistosa. Os machos ostentam um típico barrete azulado que se
estende pela nuca até ao dorso, peito e faces avermelhados, e asas com padrão
preto-e-branco bastante contrastantes. O bico é cónico e bastante robusto. Por
outro lado, as fêmeas têm cores menos berrantes, apresentando os mesmos
padrões nas asas, com o resto do corpo cinzento-acastanhado, mais claro nas
partes inferiores.

Abundância e calendário
O tentilhão-comum é residente, vendo contudo os efectivos serem aumentados
pela chegada de invernantes durante o Outono. Durante este período o número de
aves presentes é maior, mas esta espécie comporta-se de uma forma mais discreta
que na Primavera, sendo portanto Março a Junho os melhores meses de
observação. Os seus números variam bastante de região para região, mas nalguns
locais o tentilhão é uma espécie abundante.
Onde observar

As melhores probabilidades encontram-se nos montados e bosques, onde é mais comum, sendo
particularmente abundante em alguns locais da metade sul do território.

Entre Douro e Minhodistribui-se sobretudo pelas serras do Gerês e da Peneda, assim
como pela serra de Arga, pelo Corno de Bico e pelo vale do Lima (sendo frequente nas
lagoas de Bertiandos).

Trás-os-Montescomum em alguns locais, como Miranda do Douro, a zona de Barca d’
Alva e a serra da Nogueira. Pode também ser visto nas serras da Coroa, de Montesinho e do
Larouco.

Litoral centro presente nesta região em locais como o pinhal de Mira e as serras de Sicó e
Alvaiázere, assim como no pinhal de Leiria. No Inverno observa-se junto à lagoa de Óbidos,
ao paul da Madriz e às lagoas de Quiaios.

Beira interiora zona do Sabugal e o Tejo Internacional são alguns dos melhores locais
para observar esta espécie, assim como as encostas das serras da Estrela e de Montemuro e
o vale do Côa. Ocorre também em Segura e na albufeira da Marateca.

Lisboa e vale do Tejona margem direita do Tejo ocorre sobretudo na serra de Sintra; já
na margem esquerda o melhor local de observação situa-se no estuário do Tejo (Pancas),
assim como na zona de Coruche. Também se observa no paul do Boquilobo; na passagem
outonal ocorre na serra da Arrábida e no cabo Espichel.

Alentejobastante comum nas zonas de montados, nomeadamente em Arraiolos, nos
montados de Cabeção e nas imediações da albufeira de Montargil. Também pode ser
observado nas zonas de Nisa, Castelo de Vide e Marvão e também na serra de São Mamede.
Na metade sul da região, ocorre em bons números na serra de Grândola, no estuário do
Sado e na zona de Barrancos, sendo menos abundante no resto da área.

Algarvedurante a época dos ninhos está presente sobretudo na zona serrana e no
barrocal, com os melhores locais a situarem-se nas serras de Monchique e do Caldeirão, e na
Rocha da Pena. Também ocorre nos vales das ribeiras da costa vicentina, nomeadamente das
ribeiras de Odeceixe e vale da Bordeira. Na costa sul é mais escasso, mas está presente na
ria de Alvor, onde nidifica. No Outono e no Inverno é mais numeroso e ocorre um pouco por
todo o Algarve.
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Estatuto de conservação em Portugal:

Pouco preocupante