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Grifo
Gyps fulvus
Quando o sol já vai alto e os seus raios começam a aquecer a atmosfera, os grifos
abandonam os seus poleiros e começam à procura das correntes térmicas
ascendentes, para conseguirem subir. O espectáculo de um bando de grifos
formando um “balão” gigante enquanto se eleva no ar é um dos momentos mais
singulares na observação de abutres.
Identificação
Muito grande, maior que as águias. Voa grandes distâncias planando e quase sem
bater as asas. A plumagem é acastanhada. Os “dedos” das asas são facilmente
visíveis. Gregário, forma frequentemente bandos de algumas dezenas de aves.
Pode confundir-se com o abutre-preto, que por vezes se lhe associa, distinguindo-
se desta espécie principalmente pelas tonalidades castanho-cremes das coberturas,
pelo pescoço claro e pela extremidade das asas claramente revirada para cima.

Abundância e calendário
Em Portugal nidificam algumas centenas de casais de grifos, mas a sua distribuição
é fortemente assimétrica. O grifo distribui-se sobretudo pela metade interior do
território nacional, sendo mais comum junto à fronteira. As principais zonas de
reprodução situam-se no nordeste transmontano, que alberga mais de metade da
população portuguesa.
A espécie está presente no nosso país ao longo de todo o ano, mas efectua
movimentos amplos fora da época de reprodução, surgindo então noutras zonas
do território.
Onde observar

Ocorre regularmente junto à zona raiana e nos vales fluviais encaixados. É mais
comum na metade norte do interior do território.

Entre Douro e Minho no passado não costumava ocorrer nesta
região, mas desde 2016 têm sido registadas observações com frequência
crescente na serra da Peneda e na serra do Gerês.

Trás-os-Montespode ser visto com facilidade ao longo do Douro
Internacional, por exemplo em Miranda do Douro, no Penedo Durão ou na
zona de Barca d'Alva.

Beira interior o Tejo Internacional, a zona de Segura e as Portas de
Ródão são os melhores locais para observar o grifo, mas esta espécie é
relativamente fácil de observar em qualquer local junto à fronteira, por
exemplo no planalto de Riba Côa ou junto à albufeira de Santa Maria de
Aguiar.

Lisboa e Vale do Tejo – não ocorre habitualmente nesta zona, havendo
registos isolados da sua presença junto ao estuário do Tejo.

Alentejo as zonas de Marvão e Barrancos são as melhores para
procurar o grifo; apesar de menos frequentemente, por vezes a espécie
ocorre também junto à barragem da Póvoa e nas planícies de Castro
Verde.

Algarvepouco comum na época reprodutora, mas no Outono é
frequente observarem-se grandes concentrações junto ao cabo de São
Vicente.
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Estatuto de conservação em Portugal:

Quase ameaçado
Identificação
de abutres

Em Portugal ocorrem
regularmente três
espécies de abutres.

São aves planadoras
de grande dimensão,
que ocorrem
sobretudo na
metade interior do
território.

Para ficar a
conhecer melhor as
várias espécies de
abutres, clique na
seta ao lado e veja
a nossa
apresentação!