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Gaivota-de-cabeça-preta
Ichthyaetus melanocephalus
Abundância e calendário
A gaivota-de-cabeça-preta é uma espécie costeira, que é localmente
abundante no litoral sul do território, escasseando mais para norte. Pode
formar concentrações localizadas de alguns milhares. Ocorre sobretudo
perto da costa, podendo ser também vista em alguns estuários, embora
em menor quantidade. Aglomera-se no final de tarde em torno de fontes
de água doce, onde se banha. Apresenta-se como uma espécie
invernante, cujo melhor período de observação decorre entre Outubro e
inicio de Março, contudo também é possível observá-la durante o Verão.
A silhueta totalmente branca dos adultos permite localizar facilmente estas gaivotas.
Contudo, é no mês de Março, quando os adultos envergam a sua plumagem
nupcial, que esta gaivota é especialmente atraente.
Onde observar

Sendo esta uma espécie de hábitos pelagicos, apenas vem a terra ao final da tarde. A melhor
altura para observar esta espécie será assim de manhã cedo e ao fim da tarde, especialmente
durante a baixa-mar.

Entre Douro e Minho pouco frequente nesta região, a gaivota-de-cabeça-preta ocorre
sobretudo no estuário do Cávado, podendo também ser observada no estuário do Douro.

Litoral centro pouco habitual nesta porção da costa portuguesa, existem registos na
lagoa de Óbidos, no porto de Peniche e junto à barra de Aveiro.

Lisboa e vale do Tejoos melhores locais de observação situam-se nas praias da costa do
Estoril, na Ericeira e na foz do Sizandro, assim como frente ao cabo Raso. Por vezes a
espécie aparece na lagoa de Albifeira e no porto de Sesimbra. Também pode ser observada
no estuário do Tejo, concretamente na baía do Seixal, sobretudo durante o Verão.

Alentejo o melhor local para observar esta espécie no Alentejo é o estuário do Mira. O
estuário do Sado é outro local de ocorrência regular.  A espécie também ocorre na lagoa de
Santo André e na zona de Porto Covo, embora mais raramente.

Algarve nesta região ocorre sobretudo no Verão e no Outono e observa-se habitualmente
em locais como a reserva de Castro Marim, as salinas de Olhão, a ria de Alvor e o cabo de
Santa Maria (ria Formosa).  Por vezes também aparece na foz do Almargem, na lagoa dos
Salgados e na Quinta do Lago. Esporadicamente pode ser vista na Carrapateira.
Identificação
Quando em voo, distingue-se por ser a única gaivota regular no nosso território sem primárias escuras
(quando em plumagem de adulto). Durante o Inverno, apresenta um pequeno capucho de penas
escuras atrás do olho, bico vermelho e grosso e patas vermelhas. Na Primavera e no Verão, a cabeça
torna-se preta, criando um forte contraste fantástico com o bico vermelho. Os juvenis e os imaturos
desta gaivota de tamanho médio são mais difíceis de distinguir. Enquanto os juvenis possuem uma
característica barra alar preta e uma mancha que envolve o olho, os imaturos são de um branco quase
tão puro como os adultos, possuindo apenas algumas penas escuras na ponta das asas.
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Estatuto de conservação
em Portugal:

Pouco preocupante