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Pardela-sombria
Puffinus puffinus
O contraste preto e branco desta pardela e os arcos que efectua, são uma visão assombrosa reveladora da
sua capacidade de voo.
Identificação
Bastante semelhante à pardela das Baleares, apresenta um distinto padrão preto nas partes superiores, e
branco nas partes inferiores, sendo bem demarcada a transição de uma tonalidade para a outra (ao
contrário da
pardela das Baleares). Outras características unem esta ave às restantes pardelas: a posição
das asas, como duas tábuas arredondadas nas pontas, e cabeça projectada e bico fino, bem como os
batimentos rápidos quando em ausência de vento, e os arcos pronunciados em situações de vento forte.
Menos reconchuda que esta, e de menor dimensão, embora muito ligeira, raramente se associa em bandos
de grandes dimensões, sendo mais frequentemente observada isoladamente, ou em grupos de algumas
unidades.

Abundância e calendário
A pardela-sombria é rara em águas continentais portuguesas. A sua detecção é dificultada pela semelhança
com a congénere
pardela das Baleares. É mais frequente durante o pico de passagem migratória, entre
finais de Agosto e finais de Outubro, quando podem ser observado um fluxo apreciável de aves em direcção
ao sul. No resto do ano é uma espécie escassa.
Onde observar

Trata-se de uma ave marinha que ocorre com alguma regularidade ao longo da costa ocidental
portuguesa, podendo por vezes aproximar-se o suficiente do litoral para permitir avistamentos.

Litoral centro é regularmente avistada em passagem pelo cabo Carvoeiro, assim como
na travessia Peniche-Berlengas, embora habitualmente em números reduzidos.

Lisboa e Vale do Tejodurante as passagens outonais, pode ser vista frente ao cabo
Raso e ao cabo Espichel.

Algarveregularmente avistada em passagem pelo cabo de São Vicente, pode também
ser registada a presença ao largo da ponta da Atalaia-Aljezur.
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