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Serra de Aire
Situada no coração do maciço calcário estremenho, a
serra de Aire eleva-se a 678 metros de altitude. Em
conjunto com a vizinha serra dos
Candeeiros, dá o nome ao parque natural, que abrange
ainda a serra da Mendiga. Por toda a zona abundam os
afloramentos calcários e as grutas. A paisagem é
recortada por inúmeros muros de pedra solta, que
Visita:
A zona aqui descrita compreende a parte ocidental da serra de Aire e também a serra da Mendiga, situada a
oeste da anterior, no chamado Planalto de Santo António - contudo alguns mapas de estradas não contêm
estes topónimos, usando apenas a designação serra de Aire para a área considerada neste texto.
Esta área é atravessada pela N243 que liga Porto de Mós a Torres Novas. Esta é uma estrada bastante
movimentada, pouco adequada à observação de aves, e por isso é preferível optar por estradas municipais,
mais tranquilas. Felizmente, existem diversas estradas municipais que servem as inúmeras aldeias
espalhadas pela serra. O percurso aqui sugerido é apenas um de muitos possíveis.
Entrando na serra pelo lado da A1 / Torres Novas (mais favorável de manhã, uma vez que o sol estará pela
retaguarda), toma-se a N243 até Moitas Venda. Chegando a esta localidade, vira-se à esquerda seguindo
as indicações para a Serra de Santo António.
Ao fim de cerca de 1 km surge do lado direito uma velha pedreira com dois edifícios aparentemente
abandonados. Este local merece uma paragem, pois o melro-azul pode geralmente ser visto pousado nos
edifícios ou num dos eucaliptos circundantes. Este é também um bom local para ver o rabirruivo-preto.
Ao chegar à aldeia de Serra de Santo António, podemos optar pela estrada que conduz a São Bento. Esta é
uma estrada pouco movimentada e onde podem ser observadas diversas espécies interessantes. Entre as
aves que já têm sido observadas ao longo desta estrada são de referir: a águia-cobreira, a poupa, o cartaxo-
comum, o pintarroxo e a gralha-de-bico-vermelho (esta última espécie é mais fácil de observar nas zonas
mais elevadas – ver abaixo).
Ao chegar às zonas mais elevadas (acima da cota dos 500 metros) chegamos ao território das gralhas-de-
bico-vermelho. Estas aves podem ser vistas nos prados, por vezes próximo de pequenas manadas de gado
bovino. A zona de Chão das Pias é um bom local para procurar esta espécie. Outras aves que ocorrem nesta
zona incluem a laverca e a cotovia-arbórea.
Melhor época: Primavera (Março a Junho)
Distritos: Leiria e Santarém
Concelhos: Alcanena e Porto de Mós
Onde fica: cerca de 90 km para norte de Lisboa. O acesso é feito através da auto-estrada A1 pelo nó de
Torres Novas tomando depois a N243 para oeste em direcção a Minde a estrada de Fátima;
alternativamente, pode tomar-se a A8, saindo no nó de Alcobaça e seguindo depois por Porto de Mós, a
partir de onde se toma a N243 para sudoeste rumo a Mira d’Aire.
Caso pretenda conhecer outros locais para observar aves nesta região, sugerimos:
Na serra de Aire são numerosos os muros de pedra que separam as parcelas agrícolas
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Grandes aves terrestres:
águia-cobreira, bútio-comum, cuco-canoro, poupa, pica-pau-malhado,
Passeriformes:
cotovia-de-poupa, cotovia-arbórea, laverca, andorinha-dáurica, alvéola-branca, carriça,
pisco-de-peito-ruivo, rabirruivo-preto, cartaxo-comum, melro-azul, toutinegra-de-cabeça-preta,
toutinegra-de-barrete-preto, felosa-ibérica, trepadeira-comum, gralha-de-bico-vermelho,
gralha-preta, estorninho-preto, pintarroxo, escrevedeira-de-garganta-preta, trigueirão
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delimitam as propriedades, conferindo a esta região um aspecto característico. Em termos ornitológicos,
esta serra destaca-se principalmente pela diversidade de passeriformes e pela existência de uma pequena
população de gralhas-de-bico-vermelho.