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Costa de Caparica
Na margem sul do Tejo há um local onde a diversidade de avifauna é
considerável apesar da sua urbanização, a Costa de Caparica.

Sendo principalmente conhecida pelas suas praias, a Costa de
Caparica tem também várias zonas verdes e meio selvagens onde
podem ser encontradas diversas aves.
Visita:
Assim que se entra na Costa de Caparica pela via rápida (IC20) tem-se logo duas visões deslumbrantes
encontra parte da Mata dos Medos.

Para interessados em aves que venham de carro para a Costa e não estejam a conduzir é aconselhável na
via rápida irem olhando para o céu pela janela onde não é raro observar-se o voo do
peneireiro-vulgar e da
águia-d’asa-redonda, ou ir olhando para o separador central que cheio de palmeiras é bastante frequentado
por vários bandos de
mainá-de-crista. Esta última espécie também pode ser observada com frequência na
base da parte da Arriba mais deserta e em algumas rotundas do centro da Costa.

Perto da 'praia do CDS', praia em frente ao conhecido restaurante “Barbas” com fácil acesso de carro visto
que é sempre em frente depois da via rápida, está situado o
parque urbano da Costa de Caparica ou de
Santo António, que se destaca pela sua diversidade de passeriformes.
Com pequenas dimensões este parque dá refúgio a inúmeras espécies de aves de várias dimensões, nos
pinheiros podem-se ver três das cinco espécies de chapins existentes na zona, o mais comum
chapim-azul,
bem como o
chapim-carvoeiro identificado logo pelo seu canto e ainda o fantástico chapim-de-poupa. Mais
perto do solo pode-se também observar a
fuinha-dos-juncos.
Na parte norte do parque existe um longo curso de água temporário onde é bastante comum observar-se
espécies como o
verdilhão, o chamariz, a alvéola-cinzenta, a toutinegra-de-cabeça-preta e o exótico bico-de-
lacre, que é provavelmente o mais comum destes todos naquela zona.
Nos pequenos relvados que existem em todo o parque, é raro não vermos uma
petinha-dos-prados (no
período Outono-Inverno), uma
cotovia-de-poupa ou mesmo uma poupa. Apesar de ser menos frequente,
nesses relvados encontra-se também por vezes o
tordo-comum, principalmente em Outubro.
Ao entardecer e ao pôr-do-sol é frequente ouvir-se o
mocho-galego que apesar de comum é uma ave
fantástica, e que se pode observar em voo passando de pinheiro para pinheiro e também entre o limite do
parque para uma pequena área abandonada existente à frente da entrada principal.
Melhor época: Todo o ano, expecto ao fim-de-semana, sobretudo durante o Verão quando a Costa se enche
de gente, em especial na praia.

Distrito: Setúbal
Concelho: Almada
Onde fica: Na margem sul do Tejo, o acesso é bastante fácil, facilmente chega-se ao centro da Costa pelo
IC20 para quem vem de Setúbal ou de Lisboa.


Caso pretenda conhecer outros locais para observar aves nesta região, sugerimos:
Aspecto da arriba fóssil da Costa de Caparica
Fatbirder's Top 1000 Birding Websites
A poucos metros do parque, também paralela a uma das praias da Costa de Caparica, encontramos a
chamada “
Mata do Inatel” que tal como o parque já referido, tem muitos pinheiros onde se escondem
diversas espécies de aves. Neste local são bastante comuns a
rola-turca, o pisco-de-peito-ruivo, o tentilhão,
a
poupa e o pintassilgo e, no Inverno, a felosa-comum; facilmente se observa também a trepadeira-comum
a subir os pinheiros, assim como o
rabirruivo-preto, que é muito frequente no Inverno à entrada.

Para o interior desta mata é raro não ouvir-se o
gaio ou a gralha-preta, e já mais para o final da tarde, veêm-
se os bandos de
estorninhos-pretos a regressarem aos pinheiros para pernoitar. Também a carriça é uma
ave bastante comum na mata.
Mas das aves mais interessantes desta Mata destaca-se o
chapim-rabilongo que é visto em bandos a voar
de árvore para árvore, e a
estrelinha-de-cabeça-listada, uma das aves mais pequenas de Portugal e sempre
difícil de fotografar, e que aqui é relativamente comum.
Tal como no parque, também existem nesta Mata os chapins ja referidos, mais o
chapim-real, havendo pois
cinco espécies de chapins só nesta mata.

Ao longo do mês de Fevereiro vão chegando à Costa algumas
andorinhas-das-chaminés e alguns
andorinhões-pretos que em Março, com a chegada de outros exemplares formam bandos com dezenas de
exemplares. São duas espécies relativamente comuns em toda a Costa, os andorinhões são vistos
frequentemente a voar por cima de vários prédios mais para o fim da tarde e as andorinhas com facilidade a
quase todas as horas do dia vêem-se a voar em todos os espaços verdes já referidos.

Como não podia faltar numa zona costeira, a Costa de Caparica também tem a sua avifauna aquática que
aqui é essencialmente constituída pelo
pilrito-das-praias e pela rola-do-mar junto aos pontões das praia
(localizados na maioria das praias da costa, são esporões que servem de divisão entre elas) assim como
pelo
guincho, a gaivota-argêntea e o corvo-marinho-de-faces-brancas.
Um pouco a mais a norte, junto à foz do Tejo, perto da Trafaria e da Cova do Vapor já foi vista a
gaivota-
prateada, uma raridade que ultimamente tem sido observada no país com mais frequência.
Parque urbano da Costa de Caparica. Ao fim da tarde é frequente ouvir aqui o mocho-galego.