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Estuário do Minho
O estuário do rio Minho, situado no extremo noroeste de
Portugal Continental, forma a fronteira com a vizinha
região da Galiza. Embora nos últimos anos tenha sido
pouco explorado do ponto de vista ornitológico, esta
zona, de clima marcadamente atlântico, merece bem
uma visita, pois permite observar diversas espécies
interessantes.

Aves aquáticas:
corvo-marinho-de-faces-brancas, garça-branca-pequena, garça-real, ostraceiro, maçarico-real,
maçarico-galego, maçarico-das-rochas, rola-do-mar, guincho-comum, gaivota-argêntea,
garajau-comum, guarda-rios
Grandes aves terrestres:
tartaranhão-ruivo-dos-pauis, ógea, pombo-torcaz, rola-brava, andorinhão-preto, poupa
Passeriformes:
alvéola-amarela, alvéola-branca, carriça, ferreirinha-comum, pisco-de-peito-ruivo,
rabirruivo-preto, ,tordo-comum, fuinha-dos-juncos, rouxinol-pequeno-dos-caniços,
felosa-poliglota, ,toutinegra-de-barrete-preto, estrelinha-real, chapim-rabilongo,
chapim-de-poupa, chapim-carvoeiro, trepadeira-comum, gralha-preta, estorninho-preto,
pardal-montês, bico-de-lacre, ,escrevedeira-de-garganta-preta, escrevedeira-dos-caniços
Raridades:
mobelha-pequena, mobelha-grande, mergulhão-de-pescoço-castanho, cisne-bravo,
merganso-grande, gaivota de Bonaparte, gaivota-prateada, gaivota-hiperbórea
Voltando a Caminha e saindo agora para oeste, pela N13, logo após a vila surge a Mata Nacional do
Camarido, que se estende até à praia e se prolonga para sul ao longo de cerca de 2 km, até Moledo. Neste
pinhal ocorrem o pombo-torcaz, a estrelinha-real, a trepadeira-comum, o chapim-de-poupa, o chapim-
carvoeiro, o tentilhão-comum e a escrevedeira-de-garganta-preta. É de assinalar igualmente a ocorrência do
tordo-comum durante a Primavera (esta espécie tem uma distribuição restrita como nidificante). Um
percurso pedestre a partir do parque de campismo permitirá observar algumas destas aves.
A partir da praia é possível ver uma pequena ilha de areia e rocha, na qual se ergue uma fortaleza – é o forte
da Ínsua. Embora seja possível chegar lá de barco, com um bom telescópio é geralmente possível ver as
aves que aqui se encontram pousadas. No Inverno os corvos-marinhos-de-faces-brancas são uma
presença quase certa, enquanto que na Primavera a zona é frequentada sobretudo por gaivotas-argênteas
e, ocasionalmente, por pequenos bandos de ostraceiros.
O Forte da Ínsua, situado em frente à foz do Rio Minho, é um local de ocorrência de ostraceiros
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O rio Coura, com as suas galerias ripícolas
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O estuário do Minho visto da ponte sobre o rio Coura, com a vila de Caminha à esquerda e a Galiza do lado direito.
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Visita:
A vila de Caminha, situada na margem do estuário, constitui o ponto de partida para explorar a zona. Na vila
propriamente dita existe uma colónia de andorinhões-pretos, que podem ser vistos a voar baixo sobre as
casas. Outras espécies que aqui ocorrem incluem a andorinha-dos-beirais e o rabirruivo-preto.
Em frente à vila pode ver-se o estuário do rio Minho. Durante a Primavera o estuário é relativamente pobre
em aves, sendo frequentado sobretudo pelas vulgares gaivotas-argênteas, que pousam nos edifícios ao
longo da marginal. No entanto, com a chegada do Outono este panorama altera-se, com a chegada de
muitas aves aquáticas invernantes e nessa época vale a pena inspeccionar o estuário com vagar. É habitual
verem-se alguns corvos-marinhos-de-faces-brancas, bem como garajaus-comuns e diversas espécies de
limícolas, das quais as mais frequentes são o maçarico-das-rochas e a rola-do-mar. Outras espécies de
limícolas que podem ser vistas neste local são o ostraceiro, o maçarico-galego e o maçarico-real.
Saindo de Caminha na direcção de Valença (pela N13), passa-se a ponte sobre o Rio Coura, podendo
estacionar-se logo após a mesma. Aqui a margem do estuário encontra-se coberta por vegetação do tipo
herbáceo e é frequente ver-se a garça-branca-pequena, a garça-real e o tartaranhão-ruivo-dos-pauis.
Durante a Primavera, a alvéola-amarela é bastante fácil de observar neste local.
O rio Coura, que desagua no rio Minho, possui boas extensões de caniçal. A visita a este tipo de habitat não
é muito fácil, devido à inexistência de infraestruturas de acesso. Ainda assim, é possível chegar junto de
algumas manchas de caniçal. Para visitar a margem direita deste rio, deve sair-se de Caminha tomando a
N301 na direcção de Paredes de Coura, e virando à esquerda ao fim de 3 km, seguindo a indicação para o
campo de jogos. Ao fim de algumas centenas de metros atinge-se o Rio Coura, que aqui é ladeado por uma
galeria ripícola bem desenvolvida, havendo também algumas manchas de caniços. Neste local podem
observar-se diversos passeriformes, com destaque para a ferreirinha-comum, a felosa-poliglota e o
rouxinol-pequeno-dos-caniços. Outras espécies que aqui ocorrem incluem a ógea, a rola-brava e a poupa. O
caniçal desenvolve-se ao longo de mais de 1 km para jusante e pode valer a pena explorá-lo - a
escrevedeira-dos-caniços ocorre neste local durante a época de reprodução.
Outra possibilidade consiste em visitar a margem direita. Neste caso, deve sair-se de Caminha na direcção
de Valença; ao chegar a Seixas, seguir as indicações para Vilar de Mouros e ao fim de 2 km virar à direita por
uma pequena estrada com a indicaçao 'praia fluvial'; virando novamente à direita pelo Caminho do Fruide,
chega-se à margem do rio Coura. Este é um local tranquilo, onde é possível observar várias espécies de
passeriformes, com destaque para o rouxinol-pequeno-dos-caniços, a felosa-poliglota, o pardal-montês e o
chapim-rabilongo.

Melhor época: Abril a Junho para aves terrestres; Setembro a Março para aves aquáticas
Distrito: Viana do Castelo
Concelho: Caminha
Onde fica: cerca de 90 km a norte do Porto e 25 km a norte de Viana do Castelo. O acesso a partir de ambas
estas cidades é feito pela nova auto-estrada A28.
Caso pretenda conhecer outros locais para observar aves nesta região, sugerimos:
O estuário do Minho é uma ZPE (Zona de Protecção Especial para a Avifauna).
Para saber mais clique aqui.
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Lista completa das aves do distrito de Viana do Castelo
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