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Parque da Devesa
Vila Nova de Famalicão
O Parque da Devesa, localizado em pleno centro da cidade de Vila Nova
de Famalicão, foi aberto em setembro de 2012. Com uma área
aproximada de vinte e sete hectares, o parque é constituído por zonas de
prado e por zonas arborizadas (carvalhos, choupos, salgueiros,
sobreiros, pinheiros mansos…). Em todo o seu comprimento correm as
águas do Rio Pelhe, avançando pequenas cascatas, dando vida à
vegetação diversa que cresce ao longo das margens e alimentando um
lago artificial. Com estas condições, o parque tem-se revelado um
importante porto de abrigo (permanente, sazonal ou ocasional) para a
avifauna, encontrando-se já registadas mais de sessenta espécies.
Melhor época: Setembro a Março

Distrito: Braga
Concelho: Vila Nova de Famalicão
Onde fica: Vindo do Porto ou de Braga pela A3, seguir pela saída número 6, para convergir com a A7, em
direção a Vila do Conde/Famalicão, e percorridos 2,5 km seguir pela saída número 4 (N14/Famalicão/Trofa).
[Vindo de Guimarães ou de Vila do Conde pela A7, sair também pelo nó número 4 (N14/Famalicão/Trofa)].
Manter na via da esquerda para continuar em direção à N14 (N14/Braga/Famalicão). Sair no nó número 2
(Famalicão Centro) e na 1.ª rotunda seguir pela 1.ª saída, entrando na Av. Brasil. Na rotunda seguinte inverter
o sentido de marcha e depois virar na 1.ª à direita. Duas das entradas para o parque encontram-se logo a
seguir, à direita, uma antes e outra depois de uma outra rotunda. [Para seguir a sugestão de visita deverão
deslocar-se pelos percursos pedonais até à zona central do parque - “entrada cidade” (junto à central de
camionagem)].


Caso pretenda conhecer outros locais para observar aves nesta região, sugerimos:
Rio Pelhe e zona protegida, refúgios de inúmeras espécies como a narceja-comum ou a toutinegra-de-barrete-preto
Lago do parque, frequentemente procurado por aves aquáticas, de entre as quais se releva o guarda-rios.
Visita:
Iniciando o percurso pela “entrada cidade” (junto à central de camionagem) encontramos imediatamente o
rio Pelhe e uma zona de prado que se estende pelas duas margens, onde se observa frequentemente o
estorninho-preto e, no outono/inverno, também o estorninho-malhado.
Seguindo pela margem direita do rio, no sentido da corrente, podemos encontrar o
melro-preto, o
pintassilgo, o verdilhão, o chamariz e o pardal-comum.
Um pouco mais à frente, entre o rio e o lago, existe uma zona protegida com abundante vegetação, junto à
qual se justifica uma paragem mais prolongada. Naquele local são observados a
toutinegra-de-barrete-
preto, a carriça, o pisco-de-peito-ruivo, o cartaxo-comum e o bico-de-lacre. Durante o outono/inverno, a zona
é procurada também pelo lugre e pela narceja-comum.

Atravessando o rio, junto à “entrada Santiago”, obtemos uma visão panorâmica sobre o
lago, onde
habitualmente marcam presença o
guarda-rios, a garça-real, o pato-real e a galinha-d’água.
Ocasionalmente, já foram observados a
garça-vermelha, o mergulhão-pequeno, o maçarico-bique-bique, o
pato-trombeteiro e o arrábio.
Contornando o lago, podemos observar ainda, dependendo da altura do ano, o
corvo-marinho-de-faces-
brancas (invernante) ou a andorinha-das-barreiras e a andorinha-das-chaminés (estivais). Continuando,
encontramos de novo o rio (margem esquerda). Agora no sentido contrário à corrente, seguimos atentos às
alvéolas (
alvéola-branca, alvéola-cinzenta e, na Primavera/Verão, também a alvéola-amarela), às felosas
(
felosa-comum, invernante, ou felosa-musical, migradora de passagem), à fuinha-dos-juncos, ao maçarico-
das-rochas e à poupa (estival). Em período de migração, já foram observados nesta zona a felosa-malhada
e o
papa-moscas-cinzento.

Na ponte localizada próximo da “entrada cidade”, atravessamos de novo o rio e seguimos em direção às
hortas urbanas. Durante o Outono/Inverno é abundante, nesta zona, a
petinha-dos-prados. Junto às hortas
observam-se a
rola-turca, o rabirruivo-preto, a andorinha-das-barreiras, a andorinha-dos-beirais (estival), o
andorinhão-preto (estival) e a toutinegra-de-cabeça-preta (num silvado existente num terreno contíguo ao
parque).

Por uma ponte de pedra ali existente, voltamos à margem esquerda e seguimos em direção à
Casa do
Território
(espaço cultural), passando numa zona de prado com árvores altas, onde é possível avistar
algumas aves florestais, como o
pica-pau-verde, o pica-pau-malhado-grande e o tordo-comum.
Ocasionalmente, foram observados o
tordo-ruivo e o gavião.

Mais à frente, próximo do moinho, são frequentemente observadas quatro espécies de chapins (o
chapim-
real, o chapim-carvoeiro, o chapim-rabilongo e o chapim-azul).
Subindo as escadas, chega-se à Casa do Território. Segue-se à direita, em direção a sul (zona do lago).
Neste percurso, é possível observar a
ferreirinha-comum, o tentilhão-comum, a estrelinha-real, o pintarroxo-
comum e o papa-moscas-preto (este último em migração).
Do lado nascente do parque, pese embora não lhe pertença, existe um pinhal onde podem ser observados,
à distância, o
bútio-comum, o peneireiro-vulgar, a gralha-preta, o gaio e o pombo-torcaz.
Depois de cruzar o eixo que liga a “entrada cidade” à “entrada nascente” existe uma zona arborizada, onde é
frequente a observação da
trepadeira-comum.

Atravessando o parque em direção à “entrada cidade” conclui-se a visita.
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