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Perna-vermelha-comum
Tringa totanus
Identificação
Limícola de tamanho médio, que como o nome indica tem as patas vermelhas e o
bico vermelho, com a ponta escura. Varia a sua plumagem do Inverno para a
Primavera, passando dos tons acinzentados lisos no dorso, e peito e abdómen
claros, para um padrão barrado na cabeça, peito e dorso. Bastante vocal quando
assustada, tal como as restantes limícolas. É facilmente reconhecível em voo pelas
orlas brancas na parte posterior das asas.
Saltam à vista as tonalidades vermelhas do bico e das patas desta espécie,
bastante frenética na busca de alimento.
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Abundância e calendário
O perna-vermelha é comum nas zonas húmidas do
litoral português, especialmente durante os
períodos de Inverno e de passagem migratória,
entre Agosto e Abril. Forma bandos que podem ser
de algumas centenas nos grandes estuários. No
interior a sua ocorrência é excepcional. Existe em
Portugal uma pequena população nidificante, mas a
espécie é especialmente rara durante o período
reprodutor.
.
Clique na seta para ouvir as vocalizações do perna-vermelha-comum!
Onde observar

Os grandes estuários e as zonas húmidas costeiras são os melhores locais para procurar o perna-
vermelha-comum, que é raro no interior.

Entre Douro e Minhoocorre nos estuários do Lima, do Cávado e do Douro.

Litoral centroa ria de Aveiro e o estuário do Mondego são os melhores locais para a
observação desta limícola no litoral centro. A espécie também pode ser vista na lagoa de
Óbidos.

Lisboa e Vale do Tejoé uma espécie comum em locais como o estuário do Tejo, em toda
a sua extensão, destacando-se o sítio das Hortas, a Ponta da Erva, as salinas de Alverca, o
sapal de Corroios e o Parque do Tejo.

Alentejoentre os melhores locais encontra-se o estuário do Sado, com particular menção
às zonas do Zambujal, Torrinha, Comporta, península da Carrasqueira, Gâmbia e Praias do
Sado. Na lagoa de Santo André é menos comum, mas também pode ser encontrada com
relativa facilidade. Ainda no litoral alentejano, pode ser visto no estuário do Mira. No interior,
a sua ocorrência é menos frequente, tendo já sido avistada na lagoa dos Patos por diversas
vezes.

Algarveé comum em quase todas as zonas húmidas costeiras do Algarve, nomeadamente
a ria Formosa, a lagoa dos Salgados, a reserva de Castro Marim, a ria de Alvor, o estuário do
Arade, as salinas de Odiáxere e o paul de Lagos.
Estatuto de conservação em Portugal:

Criticamente em perigo (resid.)
Pouco preocupante (invernada)