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Perdiz-do-mar
Glareola pratincola
Eis uma limícola de formas pouco habituais,
cores pouco habituais, e com vocalizações
semelhantes a risos de pessoas. Trata-se de
uma ave bastante peculiar nos hábitos e
formas.
Sabe quando chegam as primeiras
perdizes-do-mar?
Veja as datas
aqui
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.
Clique na seta para ouvir as vocalizações da perdiz-do-mar!
Identificação
O nome desta espécie engana bastante, pois assemelha-se mais a uma
andorinha-do-mar que a uma perdiz e além disso não vive no mar. Quando em voo,
apresenta a barriga branca, o peito e a garganta escuros, as asas pontiagudas e
escuras, sendo contudo vermelhas na face inferior, e a cauda bifurcada. O uropigio
é branco. Quando está pousada, é bastante visível o bico curto com tons vermelhos
e a ponta preta, a garganta amarela orlada por uma lista preta, os olhos grandes e
escuros, o dorso castanho e a barriga amarelada. As primárias são pretas, bastante
contrastantes com o resto da parte superior das asas.
Onde observar

Ocorre exclusivamente a sul do Tejo, sendo muito rara a sua presença a norte deste rio.

Lisboa e Vale do Tejoobserva-se quase exclusivamente nos arrozais da Giganta (lezirias
da Ponta da Erva), embora por vezes apareça noutros locais, como por exemplo as salinas de
Alverca.

Alentejodistribui-se, de forma descontínua, um pouco por toda a região e pode ser vista
com regularidade nas planícies de Castro Verde, na planície de Évora, na barragem do
Alqueva, na barragem do Caia, na região de Elvas, na albufeira de Odivelas, na albufeira do
Monte da Rocha e na lagoa dos Patos. Também já tem sido observada na zona de Mourão. É
rara fora dos seus locais habituais de ocorrência.

Algarveo melhor local para observar esta espécie e na reserva de Castro Marim. Por vezes
ocorre na ria de Alvor, durante a passagem migratória.
Abundância e calendário
Esta é uma limícola estival, de distribuição localizada
e de uma forma geral pouco comum. Encontra-se
entre nós de finais de Março até princípios de
Setembro, sobretudo perto de zonas húmidas
situadas no meio de zonas abertas e amplas,
nomeadamente albufeiras, salinas e lezírias. Por
vezes também ocorre em arrozais.
Estatuto de conservação em Portugal:

Vulnerável