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Rouxinol-comum
Luscinia megarhynchos
Nas noites de Primavera, o canto
interminável do rouxinol faz-se ouvir
durante toda a noite.
Identificação
Castanho e algo incaracterístico, o rouxinol-comum não é uma ave muito fácil de
identificar visualmente. A longa cauda arruivada, visível sobretudo em voo,
contrasta com os tons acastanhados do dorso. É sobretudo pelo canto que o
rouxinol-comum se faz notar e pode ser identificado. Este canto é muito variado,
contendo diferentes sequências de notas. Uma das mais características é o “tu-tu-
tu-tu-tu” em crescendo.

Abundância e calendário
O rouxinol-comum é bastante frequente em Portugal, mas a sua abundância
apresenta importantes variações a nível regional. Assim, no litoral norte e centro é
escasso, mas no interior norte e centro é muito abundante, tal como no litoral sul e
em certas zonas do Algarve. Esta espécie esconde-se geralmente no meio de
vegetação densa e raramente pousa à vista. No norte frequenta todo o tipo de
matagais, ao passo que no Alentejo ocorre principalmente ao longo de rios e
ribeiras, onde a vegetação é mais densa. O rouxinol-comum é estival, fazendo ouvir
o seu canto a partir de finais de Março ou princípios de Abril. Em Junho começa a
calar-se e em Agosto abala rumo a África.
Onde observar

Pode ser visto e ouvido de norte a sul do país, sendo particularmente comum nas regiões do
interior.

Entre Douro e Minhomuito escasso nesta região, ocorre em números reduzidos na serra
da Peneda.

Trás-os-Monteso rouxinol-comum é muito numeroso em Trás-os-Montes, sendo
frequente nas serras da Coroa e de Montesinho, bem como na região de Miranda do Douro.

Litoral centro pouco abundante nesta região, observa-se com mais facilidade na serra dos
Candeeiros e também na serra de Sicó, mas também pode ser visto em certos locais junto à
costa, como a lagoa de Óbidos.

Beira interioro rouxinol-comum é abundante nesta região; alguns dos locais onde é mais
fácil de encontrar incluem as zonas de Celorico da Beira e Sabugal. Também ocorre na serra
da Gardunha, no Tejo Internacional e junto às albufeiras da Marateca e de Santa Maria de
Aguiar.

Lisboa e vale do Tejobem distribuído mas pouco abundante; os melhores locais de
observação situam-se na zona de Coruche, na região de Tomar, no estuário do Tejo (zona
de Pancas) e na serra da Arrábida; durante as passagens o rouxinol-comum também ocorre
no cabo Espichel.

Alentejocomum e bem distribuído, sobretudo ao longo de linhas de água; no norte
alentejano está presente nas zonas de Castelo de Vide, Marvão e Elvas; ocorre também nas
zonas de Montargil e da Ribeira do Divor; mais para sul ocorre no estuário do Sado, na serra
de Grândola e na zona da barragem de Odivelas.  Nas zonas mais áridas do interior
alentejano é mais escasso, podendo ser visto localmente junto à albufeira de Alqueva e na
região de Barrancos.

Algarvena época de reprodução ocorre principalmente no interior (serras de Espinhaço de
Cão, de Monchique e do Caldeirão), mas localmente também pode ser ouvido junto à faixa
costeira, nomeadamente no planalto do Rogil, na Carrapateira e no Parque Ambiental de
Vilamoura; na passagem migratória ocorre noutros locais junto à costa (por exemplo no
cabo de São Vicente e na ria de Alvor).
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Estatuto de conservação em Portugal:

Pouco preocupante