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Rabirruivo-preto
Phoenicurus ochruros
Conhecido também pelos nomes de carvoeiro ou pisco-ferreiro, o rabirruivo-preto é
uma das aves mais características das aldeias no norte e centro do território.
Identificação
Pequeno passeriforme insectívoro do tamanho de um pisco-de-peito-ruivo. O
macho é preto com uma pequena mancha branca na asa. A fêmea e o juvenil são
acastanhados. Em todas as plumagens, o rabirruivo-preto identifica-se pela cauda
cor-de-fogo e pelo “tique nervoso” que se consubstancia num frequente tremer.
Estas características permitem distingui-lo de todos os passeriformes excepto do
rabirruivo-de-testa-branca.

Abundância e calendário
Na época reprodutora distribui-se essencialmente a norte do Tejo, surgindo
associado a zonas rochosas e também a locais habitados; para sul do Tejo tem
uma distribuição muito localizada, ocorrendo essencialmente nas falésias costeiras
e, localmente em escarpas no interior (nomeadamente no norte alentejano). A partir
de Outubro, com a chegada de muitos invernantes, ocorre em todo o território
continental e pode ser visto em qualquer local ou tipo de habitat, desde zonas
florestadas com clareiras, até terrenos agrícolas e também zonas habitadas.
Onde observar

A norte do Tejo pode ser visto com facilidade em quase todas as vilas e aldeias.

Entre Douro e Minhoobserva-se em Guimarães, no Corno de Bico, no estuário do Minho
e na serra da Peneda, entre muitos outros locais.

Trás-os-Montesdistribui-se por toda a região, podendo ser observado com facilidade nas
serras do Gerês, da Coroa e do Alvão e também em Miranda do Douro e em Barca d'Alva.

Litoral centro é frequente no estuário do Mondego e em São Martinho do Porto. Pode
tambem ser observado em Aveiro, na serra de Aire, nas Berlengas e na zona de Peniche.

Beira interioré muito comum na serra da Estrela e na maior parte das aldeias da Beira
Alta, podendo ser visto por exemplo nas regiões da albufeira de Vilar, de Celorico da Beira ou
do Sabugal e no planalto de Riba Côa. Também se observa nas fragas da barragem de Santa
Luzia e na serra da Gardunha.

Lisboa e vale do Tejoos melhores locais para ver este rabirruivo são a zona de
Cheleiros, a serra de Sintra, a serra de Montejunto, as cidades de Lisboa e Tomar, o cabo
Espichel e o castelo de Sesimbra. No entanto, a espécie ocorre em muitas outras vilas e
aldeias da região.

Alentejonidifica na costa sudoeste, podendo ser visto no cabo Sardão; ocorre também
em Castelo de Vide e Marvão; no Inverno apresenta uma distribuição mais alargada.

Algarvecomo nidificante pode ser visto nas zonas de costa rochosa, nomeadamente na  
Ponta da Piedade, na Boca do Rio, no cabo de São Vicente e na Carrapateira; também ocorre
na Fóia (ponto mais alto da serra de Monchique); no Inverno está presente no resto da
região.
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Estatuto de conservação em Portugal:

Pouco preocupante