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Felosa-comum
Phylloscopus collybita
Esta insectívora diminuta é uma das mais comuns invernantes em Portugal,
observando-se em praticamente todos os habitats, tal é o seu eclectismo.
Identificação
Esta espécie apresenta algumas pequenas variações nas tonalidades de plumagem
para plumagem, mas no geral o seu aspecto é rechonchudo e pequeno, o dorso é
cinzento-esverdeado, as asas escuras, as partes inferiores pálidas, e uma lista
supraciliar ténue. As patas escuras e o bico pálido, curto e fino completam as
características a reter da felosa-comum.

Abundância e calendário
A felosa-comum é abundante durante o Inverno, sendo contudo rara durante a
Primavera e o Verão. Assim, a melhor época de observação gira em torno do
período entre Novembro e Março. Distribui-se de norte a sul, sendo relativamente
mais comum nas terras baixas.
Onde observar

É uma espécie comum numa grande variedade de habitats, sendo particularmente fácil de detectar
em parques e jardins urbanos.

Entre Douro e Minhoinvernante comum em locais como o pinhal do Camarido e o caniçal
do Coura (estuário do Minho), assim como na serra do Gerês, em Guimarães e no Parque da
Cidade, no Porto.

Trás-os-Montescomum durante o Inverno em locais como as serras de Montesinho e
Coroa, Miranda do Douro, serra do Larouco e a vertente transmontana da serra do Gerês.
Na serra da Nogueira foi já detectada a reprodução num passado recente.

Litoral centro trata-se de uma espécie abundante em locais como a lagoa de Óbidos e o
pinhal de Mira. Ocorre também na ria de Aveiro, em São Jacinto, nas lagoas de Quiaios, no
estuário do Mondego, no paul da Madriz, no pinhal de Leiria e no paul de Tornada.

Beira interiorcomum em parques e jardins de algumas cidades, como Castelo Branco e
Viseu, assim como no Tejo Internacional, na albufeira de Vilar, na zona do Sabugal e em  
Vilar Formoso. Durante a época reprodutora tem sido observada na serra da Estrela.

Lisboa e vale do Tejodurante o Inverno, é bastante frequente em parques e jardins de
Lisboa, assim como no estuário do Tejo (é frequente na ribeira das Enguias e também
aparece no vizinho paul da Barroca e na Mata da Machada); ocorre nas serras de Sintra e da
Arrábida, podendo ser vista também com regularidade na lagoa de Albufeira e no cabo
Espichel.

Alentejoinvernante comum nesta região, podendo ser observada em Castelo de Vide,
Arraiolos, no estuário do Sado e na ribeira do Divor. Pode também ser encontrada na lagoa
de Santo André, onde é comum.

Algarveinvernante comum junto ao litoral, nomeadamente na lagoa dos Salgados, na
Quinta do Lago, em Vilamoura e na ria de Alvor, assim como nas zonas interiores
nomeadamente nas serras do Caldeirão e de Monchique. Na passagem migratória é comum
no cabo de São Vicente.
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Estatuto de conservação em Portugal:

Pouco preocupante