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Andorinha-das-barreiras
Riparia riparia
A mais pequena das cinco andorinhas
portuguesas tem a curiosa particularidade de
escavar os seus ninhos em vez de os
construir. Vale a pena observar uma colónia
de andorinhas-das-barreiras em plena
actividade.
Onde observar

A andorinha-das-barreiras ocorre sobretudo, mas não exclusivamente, junto a planos de água
onde se alimenta. As suas colónias, construídas em barreiras de terra, estão muitas vezes junto
às estradas.

Entre Douro e Minho bastante comum por toda a região.

Trás-os-Montesno interior norte, a principal zona de ocorrência é a região de Chaves.

Litoral Centro no centro do país a andorinha-das-barreiras pode ser observada na lagoa
de Óbidos, no paul de Tornada, no Baixo Mondego (entre Coimbra e Figueira da Foz), em
Pombal e também na ria de Aveiro, nomeadamente na zona de Salreu.

Beira interiorpouco comum e com uma distribuição localizada, pode ser observada na
serra de Montemuro, na albufeira de Vilar e na zona de Celorico da Beira.

Lisboa e Vale do Tejoa andorinha-das-barreiras pode ser vista com facilidade a pouca
distância de Lisboa, nomeadamente no estuário do Tejo e no vizinho paul da Barroca. No
vale do Sorraia também existem algumas colónias importantes desta andorinha, que é fácil
de ver na zona de Coruche. No resto do Ribatejo é comum junto ao Tejo, por exemplo no
paul do Boquilobo, no Escaroupim, na zona da Chamusca e na região de Abrantes, e ainda
junto ao rio Nabão, particularmente na cidade de Tomar. Também tem sido observada junto
à serra de Montejunto.

Alentejoo estuário do Sado é talvez o melhor local da região para observar esta
andorinha, que aqui ocorre em números consideráveis, muitas delas oriundas da vizinha  
zona da Marateca, onde existem areeiros em exploração que suportam algumas colónias
importantes. Mais para sul, pode ser vista na ribeira de Moinhos. No interior alentejano, a
espécie é menos frequente, mas pode ser vista com facilidade junto à barragem de Montargil
e também na região de Elvas, nomeadamente nos terrenos baixos junto ao rio Guadiana.

Algarverara durante a época de criação, observa-se principalmente durante a passagem
migratória, junto à faixa costeira. Tem sido vista com alguma frequência no parque  
ambiental de Vilamoura.
Sabe quando chegam as primeiras
andorinhas-das-barreiras?
Veja as datas
aqui
Identificação
A andorinha-das-barreiras caracteriza-se pela sua plumagem castanha e branca,
pela curta cauda quase quadrada e pela banda castanha no peito. Contudo, são as
suas colónias, directamente escavadas nos taludes, que mais diferenciam esta
andorinha dos outros membros da sua família.

Abundância e calendário
Sendo uma espécie estival, a andorinha-das-barreiras pode ser observada durante
a Primavera e o Verão, sobretudo entre Março e Setembro (por vezes a partir de
finais de Fevereiro).
Esta espécie tem uma distribuição muito fragmentada. Sendo uma espécie colonial,
é consideravelmente mais fácil de observar nas imediações das suas colónias. Estas
situam-se quase sempre em taludes ou barreiras de terra, geralmente nas várzeas
e terras baixas do litoral ou junto a linhas de água. Na metade interior do país, esta
andorinha é claramente menos frequente.
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Clique na seta para ouvir as vocalizações da andorinha-das-barreiras!
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Identificação
de andorinhas

São cinco as
espécies de
andorinhas que
podem ser vistas
em Portugal.

Para ficar a conhecer
melhor as várias
espécies, clique na
seta ao lado e veja a
nossa apresentação!
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Estatuto de conservação em Portugal:

Pouco preocupante