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Perna-vermelha-escuro
Tringa erythropus
Identificação
Ligeiramente maior que o perna-vermelha-comum, ao qual se assemelha
superficialmente; distingue-se sobretudo pelo bico mais fino e mais longo, pela
ausência de barra alar, pela “lança” branca no dorso (visível em voo) e, na
passagem pré-nupcial, pela coloração totalmente preta da plumagem. O bico e as
patas são vermelhos.

Abundância e calendário
Tal como diversas outras limícolas oriundas do norte da Europa, o perna-vermelha-
escuro ocorre em Portugal sobretudo durante os períodos de passagem migratória,
pois as suas áreas de invernada situam-se em África.
Onde observar

É nas zonas húmidas costeiras da metade sul do país que esta espécie pode ser observada com
mais regularidade.

Lisboa e Vale do Tejoocorre regularmente no estuário do Tejo, particularmente nas
lezírias da Ponta da Erva.

Alentejoo estuário do Sado é o melhor local da região para ver o perna-vermelha-escuro;
outros locais onde pode ser observado em pequenos números são a lagoa de Santo André e
a lagoa dos Patos.

Algarve é frequente na ria Formosa, onde inverna, e no sapal de Castro Marim, havendo
também bastantes registos na ria de Alvor.
Pouco comum e tímido, o perna-vermelha-escuro escapa frequentemente à
detecção dos observadores, a não ser quando enverga a sua inconfundível
plumagem nupcial.
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.
Clique na seta para ouvir as vocalizações do perna-vermelha-escuro!
Assim, os períodos principais de detecção dão-se
nos meses de Abril e Maio e de Agosto a Outubro,
ocorrendo em números muito reduzidos durante o
período de Inverno (Novembro a Março). Surge
invariavelmente associado a zonas húmidas e ocorre
quase unicamente junto à costa, sendo muito raro
no interior. De uma forma geral são vistos
indivíduos isolados ou pequenos bandos, só
raramente se observando concentrações de mais de
10 indivíduos.
Estatuto de conservação em Portugal:

Vulnerável