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Lagoa das Dunas Douradas
Esta pequena lagoa, encaixada entre o mar, dois aldeamentos e
alguns pinhais, tem sobrevivido à pressão urbanística envolvente.
Encontra-se coberta por alguma vegetação emergente e serve de
refúgio a diferentes espécies de aves aquáticas.
Apesar da sua pequena dimensão, a lagoa alberga uma boa
diversidade de espécies.
Visita:
Existem duas formas de visitar esta lagoa: a primeira consiste em fazer um ponto de observação na
margem ocidental (poente), onde existe uma torre de observação, que permite obter uma ampla vista da
lagoa e depois fazer uma deslocação de carro até ao lado nascente, para obter outra perspectiva da lagoa.

A outra opção passa por fazer um circuito pedonal a toda a volta da lagoa, sendo este o percurso que a
seguir se descreve. Ao longo deste circuito pode esperar observar cerca de 30 espécies de aves. A duração
é de cerca de uma hora, embora este tempo varie em função do número de paragens e da duração das
mesmas.


Lado poente
Começando no parque de estacionamento do lado poente (junto do complexo "Dunas Douradas Beach
Club"), toma-se o trilho pedonal que segue para norte ao longo da lagoa (
Nota: em Abril de 2015 a
progressão não era muito facil, devido ao facto de a vegetação se ter desenvolvido demasiado sobre o trilho
).

Ao longo deste trilho é possível ir observando o plano de água, que é frequentado por várias espécies de
aves aquáticas. É frequente verem-se aqui
galeirões-comuns e diversas espécies de patos, com destaque
para o
zarro-comum e a frisada, que estão quase sempre presentes. O pato-real também é regular ao longo
de todo o ano, ao passo que o
pato-trombeteiro ocorre sobretudo no Outono e no Inverno, com registos
ocasionais na Primavera. O
pato-de-bico-vermelho é menos comum e surge geralmente em números
reduzidos. O
mergulhão-pequeno e a galinha-d'água nidificam nesta lagoa e por vezes deixam-se ver a
pequena distância. Alguns ardeídeos são vistos com regularidade - são eles: a
garça-vermelha (na
Primavera), a
garça-real e a garça-branca-pequena. Por vezes observam-se a íbis-preta e o colhereiro.

A vegetação emergente que rodeia a lagoa é utilizada por vários passeriformes, como o
rouxinol-bravo e por
pequenos bandos de
bicos-de-lacre. Por vezes observa-se o exótico tecelão-de-cabeça-preta., que na
Primavera enverga a sua bonita plumagem nupcial. Durante o Inverno, esta lagoa atrai algumas
andorinhas-das-rochas, que procuram insectos sobre a água, sendo igualmente possível observar a
alvéola-branca.

Ao fim de 100 metros atinge-se a torre de observação que permite observar uma grande parte da lagoa e ver
algumas das espécies já referidas. Esta zona da lagoa apresenta por vezes as margens lamacentas - no
final do Verão, estas margens atraem limícolas, como o
maçarico-das-rochas e o maçarico-bique-bique;
durante as épocas de passagem ja foram aqui vistas também a
andorinha-do-mar-anã e a gaivina-preta.

Deixando a torre de observação e seguindo ao longo do arruamento, o percurso segue agora ao longo de
zonas ajardinadas, onde ocorrem a
pega-azul, a poupa e o melro-preto. Por vezes também se observa aqui
a
tordoveia.


Lado nascente
Seguindo para norte pela estrada e virando duas vezes à direita, chega-se por fim ao lado nascente da
lagoa, onde o coberto arbóreo é mais denso, sendo dominado por pinheiro-manso. Aqui é possível observar
diversas espécies de aves terrestres, como a
rola-brava, o abelharuco, a trepadeira-comum, o gaio, a
pega-azul e o verdilhão. Na Primavera ouve-se por vezes o canto do torcicolo, em especial durante o mês de
Abril. Neste lado da lagoa também é possível observar a maior parte das aves aquáticas já mencionadas,
bem como algumas outras espécies de hábitos mais secretivos - é o caso do
garçote, que embora
raramente pouse à vista pode por vezes ser observado a voar baixo sobre a água. O
caimão-comum ocorre
por vezes neste local, mas a sua observação nem sempre é fácil e requer alguma paciência.

Por fim chega-se à extremidade sueste da lagoa, que fica perto da zona dunar. Este é um local habitual de
ocorrência da
cotovia-de-poupa, que na Primavera faz ouvir o seu canto. Caminhando cerca de 100 metros
para oeste chega-se ao ponto de partida.
Melhor época: Inverno e Primavera, quando a diversidade de espécies é maior

Distrito: Faro
Concelho: Loulé
Onde fica: na zona de Vale do Lobo, perto de Almancil e ligeiramente a oeste do complexo da Quinta do
Lago. O acesso a partir de Almancil é feito seguindo as indicações para "Vale do Lobo" e depois para a praia
de "Garrão poente".


Caso pretenda conhecer outros locais para observar aves nesta região, sugerimos:
A lagoa vista do lado poente, perto da torre de observação.
Vista parcial da lagoa das Dunas Douradas, a partir do lado nascente
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