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Ludo
Banhado pela Ria Formosa, o Ludo é um local de concentração de
aves aquáticas, pelas características dos seus habitats. Aqui,
estamos na presença de zonas de salinas, áreas lacustres, sapal e
caniçal. Embora possa ser percorrido com recurso a veículos, é
preferível usar uma bicicleta ou percorrer o Ludo a pé.
Parte sul
A parte sul da Quinta do Ludo confina com a Ria Formosa, propriamente dita, mais precisamente junto ao
Esteiro do Ancão. Esta zona pode ser visitada percorrendo o trilho que começa junto à extremidade ocidental
do aeroporto. Ao longo do percurso podem ver-se diversas espécies de aves aquáticas, nomeadamente o
flamingo, a garça-branca-pequena, o galeirão-comum e várias espécies de limícolas. No que concerne aos
passeriformes, as espécies mais frequentes são: a
cotovia-de-poupa, a alvéola-amarela, a
fuinha-dos-juncos e a toutinegra-de-cabeça-preta.
Melhor época: Todo o ano. A avifauna presente neste local vai variando ao longo do ano, sendo este sítio
importante para espécies invernantes, estivais e migradoras de passagem.

Distrito: Faro
Concelho: Faro
Onde fica: Para aceder ao Ludo a partir de Faro, basta seguir as indicações para o aeroporto de Faro, a
partir da N125, e virar em direcção ao Pontal-Gambelas. Para visitar a parte sul, deve tomar-se a estrada que
contorna o aeroporto de Faro, e que conduz à Praia de Faro, parando junto ao topo ocidental do aeroporto.


Caso pretenda conhecer outros locais para observar aves nesta região, sugerimos:
Visita:

Parte norte
Começando pela zona de Gambelas/Pontal, perto do Aeroporto de Faro, podem ser visitadas as zonas de
pinhal que antecedem a
Quinta do Ludo, e onde se podem observar as comuns pegas-azuis, o chapim-real,
o
pica-pau-verde e o noitibó-de-nuca-vermelha. Quando finda a zona de pinhal, encontra-se um caniçal
relativamente bem conservado, e onde ocorrem o
rouxinol-pequeno-dos-caniços, o rouxinol-grande-dos-
caniços, a galinha-d’água e o frango-d’água. Aqui, abrem-se as áreas de salinas e tanques onde se
concentram a maior parte das límicolas, como é o caso do
alfaiate, o pernilongo, a seixoeira e o perna-verde-
comum. Neste locais, criam a andorinha-do-mar-anã e o borrelho-de-coleira-interrompida.
Nota: no primeiro trimestre de 2014 uma grande parte das salinas apresentava-se totalmente seca e sem
aves aquáticas.

A bordear a zona de salinas encontramos a Ribeira de São Lourenço, onde no Inverno se podem encontrar
algumas das maiores concentrações de
piadeiras e patos-trombeteiros do nosso território. Ocorrem
também o
mergulhão-de-crista, a frisada, o zarro-negrinha, o zarro-comum, o marreco e a marrequinha.

Tambem é frequente haver bandos de
galeirões-comuns e por vezes observa-se o caimão. Nas margens da
ribeira, existem árvores de grande porte, que são poiso habitual do
corvo-marinho-de-faces-brancas, da
cegonha-branca, da águia-pesqueira e do milhafre-preto. Na vegetação das margens, é habitual o
colhereiro, que também nidifica na região.

Continuando por este percurso para oeste chega-se até à
Quinta do Lago.
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A Ribeira de São Lourenço, onde no Inverno se podem encontrar grandes concentrações de piadeiras e patos-trombeteiros.
Na parte sul da Quinta do Ludo, junto ao esteiro do Ancão, é possível observar diversas espécies de limícolas.